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Vistos de escala nos EUA
podem alterar as rotas mundiais
Tal encruzilhada pode pôr outras rotas em foco, afetando ainda mais a saúde das companhias aéreas norte-americanas, responsáveis por uma série infinita de triangulações de vôos que, a partir dos EUA, servem o mundo todo. A Folha pesquisou caminhos (veja quadro acima) para quem não tem visto para os EUA. A mudança das regras colocou uma entrevista obrigatória no caminho até do passageiro em trânsito. Feita na embaixada dos EUA, em Brasília, ou nos consulados do Rio e de São Paulo, a exigência encarece e burocratiza as viagens de quem não mora nessas cidades. O visto de turista custa US$ 100 mais R$ 35. Para tirar um visto de trânsito, que vale três meses, paga-se US$ 20 a mais. Sim, nos EUA, o número de vôos para diversos pontos do mundo é impressionante, mas, fuçando, dá para descobrir outras conexões. Para destinos na Ásia, há rotas em companhias aéreas européias, canadenses e sul-africanas, com preços equivalentes. Em alguns casos, dá para tirar proveito de conexões demoradas e até conhecer uma cidade no meio do caminho entre o ponto de partida e o de chegada. Ir a Tóquio pela American Airlines tem como vantagem o preço do bilhete aéreo e o número de vôos que ligam Dallas à capital japonesa: dois por dia. Mas a Air France oferece promoção no mesmo trecho, com parada em Paris. O número de vôos ligando a capital francesa à japonesa é igual: dois por dia. As conexões a partir do aeroporto Charles de Gaulle levam uma hora e meia. E o preço, até 31 de outubro, é menor via Paris. Ainda pela Europa, a holandesa KLM pode agradar a quem quiser passear: a conexão em Amsterdã exige que o passageiro pernoite lá. Outra rota para quem não tem visto para os EUA é via Canadá. Mas, nesse caso, o viajante terá que tirar outro visto. A boa notícia é que o visto canadense, gratuito, é emitido no mesmo dia. A Air Canada voa ao Japão com escalas em Toronto e Vancouver em 25 horas de vôo, duas a mais, em média, que a realizada via Dallas.
Miami integra a rota do Caribe e da América Central. A viagem é mais longa, mas a escala é popular: as companhias dos EUA têm enorme capacidade de conexão, aviões bem mantidos, serviços de qualidade. Mas, agora, empresas como a Copa Airlines, com sede no Panamá, e a AeroMexico apresentam-se como alternativas. Quem ruma para Cancún compra passagem pela American pagando US$ 62 menos do que cobra a AeroMexico. A AeroMexico tem um ou dois vôos a mais para Cancún do que a American, dependendo do dia. A diferença é que a última faz escala na Cidade do México, e a primeira, em Miami. Na ponta do lápis, se o passageiro tiver que tirar o visto de turista para voar pela American, gastará US$ 38 e R$ 35 a mais do que o que optar pela AeroMexico. Para a Jamaica, a conta muda. Pela American Airlines, o viajante passa por Miami, de onde partem dois vôos por dia para Montego Bay. Já pela panamenha Copa, o viajante terá que pernoitar na Cidade do Panamá. O mesmo ocorre com quem vai a Santo Domingo, na República Dominicana. Pela American, o vôo faz escala em Miami, de onde partem três vôos. A Copa tem só um vôo por dia. Fonte: www.folhaonline.com.br
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