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Varig-TAM: A Fusão
com o bom senso
A frota antiga é
outro problema das empresas aéreas da América Latina. Em
média, as aeronaves estão em operação há
18 anos. Surge, em conseqüência, uma progressiva incapacidade
para fazer frente à concorrência das empresas norte-americanas,
que cada vez com maior facilidade, ocupam o mercado aéreo regional
rumo aos Estados Unidos. E esse fluxo turístico teve, no ano 2000,
a magnitude de 15,4 milhões de visitantes, que As grandes companhias
aéreas européias e norte-americanas estão estudando
processos de fusão e racionalização, que poderão
forçar o saneamento das companhias latino-americanas. Há
16 empresas aéreas na Dirigentes da AITA
consideram que as empresas latinas precisam sanear suas contas, investir
em melhorias e estabelecer parcerias em escalas internacionais e esperam
que a intervenção dos governos se altere da criação
de obstáculos para uma postura de cooperação e subsídios.
A ajuda do governo americano às empresas aéreas foi de US$
18 bilhões, pós setembro 2001. Outros governos aproveitaram a oportunidade para também socorrer companhias de seus países, que vinham em dificuldade. Onde isso não ocorreu houve agravamento da situação das empresas aéreas. A Swissair foi à falência após a recusa do governo suíço em capitalizá-la. Posteriormente foi constituída uma nova empresa, a Swiss, com a participação de empresas e apoio do governo suiço. No Brasil a reação demorou, vindo um ano depois, em setembro de 2002 e encontrando o setor numa situação ainda mais debilitada. O governo brasileiro
estava exigindo uma contrapartida de ajuste das empresas à realidade
conjuntural. Todas as companhias aéreas brasileiras estão
em situação pré-falimentar e convivendo com taxas
de ocupação, em 2002, entre 56 e 59%. Em geral o setor trabalha
com a faixa de 60% de ocupação como patamar mínimo
de viabilidade econômica. As companhias brasileiras enfrentam obstáculos
próprios, que afetam seus resultados, como a carga tributária
de 37%. Na Europa são 17% e nos Estados Unidos 8%. Em função
de normas internacionais o governo brasileiro não pode cobrar certos
impostos na venda de combustível a empresas estrangeiras. Mas essa
limitação não atinge às companhias nacionais,
o que acarreta um custo 8% maior no litro do querosene. Por causa do risco
Brasil, o leasing para as empresas nacionais é 40% mais caro que
para as companhias dos países ricos. As despesas da aviação
comercial tem correspondência com o dólar. Mas somente uma parte da receita se faz
nessa moeda. Como se já não bastassem tantas dificuldades,
surgem notícias de fraudes de bilhetes de passagens aéreas,
principalmente na primeira classe, por pessoas de renda
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