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Histórico do Municipio de Piquete

A história da cidade de Piquete começa mais precisamente, no desbravamento do Vale do Paraíba, por volta de 1628. Em 1643, Jacques Félix concedeu sesmaria ao Capitão Domingos Luiz Leme, no sertão de Guaratinguetá, nascendo aí uma povoação que se elevou à categoria de Vila, em 1651, com o nome de Santo Antônio de Guaratinguetá. Dentro desse território encontravam-se as terras que mais tarde comporiam o município de Piquete.
Em 1741, o Cap. Lázaro Fernandes, morador na freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Guaypacaré, abriu uma picada pelas suas terras até as minas de Itajubá. E justamente esse caminho veio se transformar na estrada que provocaria o surgimento de Piquete.
Todavia, a força do bandeirantismo começara a definhar após 1750. Com a abertura de novos caminhos nas Minas Gerais e a conseqüente diminuição do comércio no território valeparaibano, o que levou a instalação de engenhos de açúcar e aguardente, aproveitando a grande quantidade de escravos dispensados da mineração, época que provocou o urbanismo mais racional das Vilas e Freguesias.
Pela Portaria de 9 de dezembro de 1788, as terras do atual município de Piquete passaram a ser território lorenense. O tráfego pela estrada da serra do Itajubá aumentava em movimento e, em conseqüência, o pequeno núcleo do bairro do Piquete crescia. Há que ressaltar que toda a vida do lugarejo passou a viver em função dessa estrada. O período mais representativo do café no vale do Paraíba foi nas décadas de 1850-60. A grande produção do café lorenense vinha do bairro do Piquete.
O Ten. José Mariano, espírito empreendedor, visionário, foi o grande articulador político rumo à emancipação do bairro. Em 1872, foi apresentado o projeto de Lei n.º 6 à Assembléia Legislativa da Província de São Paulo pelo Dr. Antônio Rodrigues de Azevedo Ferreira, então deputado e proprietário no bairro do Piquete, pedindo elevação do Bairro à Freguesia, o que ocorreu em 22 de março de 1875, através do decreto n.º 10.
No início do séc. XX, o Mal. Mallet chega a esta região, a convite do Barão da Bocaina, para a escolha do local destinado à construção do sanatório militar (Lavrinhas, M.G.) e da fábrica de pólvora (na fazenda Benfica, S.P.).
Abrindo muitas vagas de trabalho, a necessidade de moradia para novos operários provocou o loteamento de parte da Fazenda Santa Eulália, de Francisco de Assis de Oliveira Braga, dando origem à Vila Operária de São José, também conhecida como vila Braga.
Já em 1906, são inauguradas por grande número de autoridades a Estação Rodrigues Alves, a Usina Hidroelétrica e a Represa, e à noite, a iluminação da vila da Estrela.
Em 19 de dezembro, através do decreto Estadual n.º 1 033, a Vila Vieira é elevada à categoria de cidade, com o nome de "Vieira do Piquete".
Em 15 de março de 1909, dá-se a inauguração da Fábrica de Pólvoras sem Fumaça, pelo Presidente da República, Dr. Afonso Pena.
Com a eclosão do movimento constitucionalista de 1932, cerca de 8 000 homens para aqui foram deslocados para defender a vanguarda do túnel e também a fábrica de pólvoras.
De forma genérica, toda a vida piquetense passou a ser regida em função dessa fábrica de pólvoras (Fábrica de Pólvora sem Fumaça, em 1909; Fábrica de Pólvora e Explosivos de Piquete, em 1936; Fábrica de Piquete, em 1939; Fábrica Presidente Vargas, em 1942).
A Fábrica criou sua banda de música, adotou o Esporte Clube Estrela, construiu várias vilas residenciais para operários e mestres, cinema, clubes sociais, hospital, farmácia, cantina, e em 1942, com a criação do Departamento de Assistência Educacional, talvez sua obra social mais significativa, ofereceu educação, em todos os níveis, para milhares de crianças e jovens.
Em 1977, a fábrica tornou-se empresa mista: IMBEL.

Origem do Nome:
Por causa do fisco da Coroa Portuguesa, vários caminhos foram abertos para burlar a contribuição. Assim, a coroa Portuguesa instalou no caminho aberto por Lázaro Fernandes, um registro obrigando a todos que por ali passarem a parar. O registro contava com um Piquete de cavalaria, responsável pela segurança do posto e combate aos que tentassem burlar a fiscalização portuguesa. Por isso, passou a ser conhecido como o lugar de piquete.

Significado do Nome:
Piquete: corpo de tropas de soldados que formam guarda avançada ou porção de tropa a cavalo.

Aniversário: 15 de junho
Nome do Padroeiro: São Miguel Arcanjo

Localização
Latitude: 22º 73' Sul
Longitude: 45º 10' Oeste

Limites
Norte: Cruzeiro (SP), Cachoeira Paulista (SP)
Sul: Lorena (SP) e Guaratinguetá (SP)
Leste: Lorena(SP)
Oeste: Marmelopólis (SP), Delfim Moreira (SP)

Dimensões
Área: 168 Km²
Área urbana: 15 Km²
Área rural: 153 Km²

Relevo
O relevo é muito acidentado, por causa de sua localização na serra da Mantiqueira, que possui elevadas escarpas e morros isolados, onde termina o planalto sul-mineiro diante do Vale do Paraíba, cortado pelo rio Paraíba do Sul.
É o relevo mais abrupto do estado de São Paulo, por causa dos desníveis compreendidos entre a crista da serra e as planícies do vale.

Vegetação
Floresta Atlântica: Também conhecida por floresta latifoliada tropical úmida de encosta. Trata-se de uma vegetação densa exuberante, cuja existência está ligada ao relevo e a umidade. A mata Atl6antica é uma formação higrófila (de ambiente úmido), perene (sempre verde), densa ( muitas árvores por unidade de área) e heterogênea ( rica em espécies).
Campos de Altitude: As zonas de altitude apresentam feições muito peculiares, devido às condições especiais do ambiente, pois a temperatura do ar diminui com a altitude. Mas é principalmente a umidade que vai dar a configuração da paisagem.

Hidrografia
Os ribeirões Sertão e Benfica são os formadores do rio Piquete, que tem como afluente, dentro do município, os ribeirões Passa Quatro (recebe o Monjolo), Jaracatiá (que tem como principal afluente o Mendanha) e o Itabaquara, indo desaguar na Paraíba do Sul, na divisa entre Cachoeira Paulista e Cruzeiro. Todos os afluentes do Rio Piquete são indicados para banho, devido à qualidade de suas águas. Todos os ribeirões são perenes. Temos também a bacia do rio do Ronco, que nasce em área de Preservação Ambiental (como todos os outros) e corre no sentido de Lorena, sendo ele, inclusive, que a partir de certo ponto, delimita-se a divisa entre Piquete e aquele município . Neste trecho, flui com menos declividade, sendo interessante, para banho ou pesca.

Altitude
Mínima: 658 metros
Máxima: 2.422 metros
Média: 690 metros (centro)
Ponto Culminante: 2.422 Pico dos Marins

Clima:
Meses mais chuvosos: Janeiro e Fevereiro
Meses mais secos: Julho e Agosto
Precipitação: 1.500 mm/ano

Economia
Agricultura: Reduz-se a pequena produção de milho, feijão, batata e cana-de-açucar.
Pecuária e/ ou semelhante: criação de gado mestiço e holândes, para leite e corte.
Comércio: Número de estabelecimentos comerciais- 69 (em 1999)
Indústria: Principal fonte econômica, destaque para a IMBEL- estatal (Explosivos) a J. Armando, S. Sakashita e Renaplast (Embalagens plásticas)
Serviço: Turismo- 2 hotéis: Um hotel Fazenda e outro no centro da cidade, além de várias agremiações e clubes dedicados ao esporte e lazer.

Dados Sócios- econômicos
População: 16.660 hab.
Área Urbana: 14.084,5 hab.
Área Rural : 2.515,4 hab.
Taxa de Urbanização(2001): 71,76% à 93,47%

Feriados Municipais:
Dia: 15 de junho
Motivo: Aniversário da cidade

Dia: 29 de setembro
Motivo: Dia do Padroeiro ( São Miguel Arcanjo)

 

 

 

 

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